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Desenvolvimento do bebé: hábitos saudáveis – dias e noites.

Quando a mulher sabe que vai ser Mãe pode adotar várias estratégias simples e verdadeiramente eficazes para o seu bebé. As boas opções tornam-se hábitos e integradas na rotina passam a ser fáceis e automáticas. Neste artigo, poderá compreender que estratégias e hábitos são esses que resultam no desenvolvimento saudável do bebé.

Desde cedo que a nossa formação acontece e vai acontecendo de forma gradual. Mesmo quando tudo parece bem, há que se observar fatores.

No útero, as etapas de crescimento físico são comuns, porém os estímulos a que somos submetidos diferem com os hábitos de cada mulher na sociedade em que está inserida e adaptada à sua cultura. Parece confuso e é. Dando diversos exemplos poderá ser mais fácil o entendimento.

A medicina como normalmente a conhecemos trata a doença, mas hoje vou falar de prevenção.

Se uma Mãe tem asma, o seu padrão respiratório é acelerado – hiperventilação. Portanto, o bebé no útero irá habituar-se a uma cadência respiratória acelerada e criará o hábito, promovendo o metabolismo da forma ideal à sua subsistência.

Outro exemplo que podemos usar, é a forma de alimentação, o tipo de alimentação e a introdução alimentar. Em tempos passados, era frequente oferecer uma côdea de pão aos bebés de 3 meses para iniciarem a mastigação e desenvolverem os dentes. Hoje, a alimentação complementar é promovida após os 4-6 meses e de uma forma bem mais discreta.

Quando a mulher sabe que vai ser Mãe, pode adotar várias estratégias simples e verdadeiramente eficazes para o seu bebé. As boas opções tornam-se hábitos e integradas na rotina passam a ser fáceis e automáticas.

A respiração nasal é a primeira e das mais importantes, pois os benefícios da respiração inteiramente nasal são diversos e melhoram a condição da mulher, além de promoverem o bom desenvolvimento do feto.

Para a mãe, a respiração nasal permite o controlo da ansiedade, a boa oxigenação da placenta e o equilíbrio metabólico.

Quando o crescimento do bebé reduz a capacidade pulmonar da Mãe, o controlo da respiração torna-se ainda mais evidente na sua eficácia. Quanto maior a hiperventilação, maior a sensação de falta de ar e maior será a tendência para abrir a boca e a respiração nasal perde-se.

A respiração pode ser mista, nasal e oral. Muitas vezes nem nos apercebemos e assim se inicia um ciclo de prevalência de inspiração oral.

Quando inspiramos pela boca, o nosso organismo inicia uma compensação para equilibrar as perdas de cálcio, magnésio, fósforo e potássio. O ritmo cardíaco aumenta tal como a função renal. Consequentemente, a vontade de fazer xixi fica mais frequente, inclusive em períodos de descanso como a noite.

É normal nestas fases iniciarem-se períodos de interrupção do sono, microdespertares, ressonar/roncopatia, enurese noturna, rinite e sinusite. Na grávida, devido às alterações hormonais, também ocorrem alterações intra-orais como gengivite e aumento do índice de cáries dentárias. Na gestante que respira pelo nariz, a boca está mais protegida das agressores externas. Só é possível respirar pelo nariz quando se tem os lábios fechados. A gengiva e os dentes não desidratam porque a saliva mantem as suas capacidades de proteção e hidratação.

Quando a respiração fica naturalmente nasal, de forma suave e silenciosa conquistamos a saúde. O ser humano é o único que evolui para a doença e devemos contrariar essa ‘involução’.

Quando a Mãe respira bem, tem uma boa alimentação e bons hábitos de vida, permite ao bebé ganhar essa memória e hábitos. Quando o bebé nasce, os bons hábitos devem ser mantidos: dormir, respirar e comer. Por vezes, tomamos opções sem compreender os riscos a longo prazo.

Para a saúde do bebé, devemos promover o selamento labial sempre, o desenvolvimento musculo-esquelético da face com a alimentação e a sucção nutritiva e não nutritiva de forma balanceada e adequada a cada fase do bebé.

O que deve observar no bebé durante o dia e a noite

Conhecer a saúde permite-nos identificar sinais e sintomas que levam à doença.

Durante a noite:

  1. Agitação durante o sono

  2. Boca entre-aberta ou aberta

  3. Transpiração

  4. Enurese noturna (xixi durante a noite)

  5. Sonolência ao acordar

  6. Dificuldade em adormecer

  7. Secura ou baba ao acordar

  8. Nariz obstruído ou tosse recorrente

  9. Dentes pigmentados

  10. Alimentação noturna

Durante o dia:

  1. Boca entreaberta durante alguns períodos

  2. Baba

  3. Barulho a comer ou engolir

  4. Mastigação lenta ou rápida (parece que engole sem mastigar)

  5. Muita sede

  6. Voz nasalada ou rouca

  7. Sonolência

  8. Agitação

  9. Défice de atenção/concentração

  10. Postura (tronco e membros)

Quando encontramos algum ou alguns desses sinais, devemos procurar ajuda. Por vezes, o sinal ainda não mostra o sintoma ou a doença, porém mantê-lo promove a adaptação do organismo e o caminho para a doença torna-se mais curto.

A prevenção começa assim.

As terapias miofuncionais são uma grande ajuda. Além disso, dentro dos hábitos que devemos promover em casa, podemos salientar os mais fáceis que já nos foram incutidos e que de alguma forma fomos perdendo:

  1. Fechar a boca (respirar pelo nariz)

  2. Mastigar de boca fechada

  3. Sentar corretamente à mesa

  4. Comer com calma

  5. Deitar cedo e cedo erguer

  6. Reduzir tecnologia

  7. Andar a pé

  8. Beber água

  9. Não sobrecarregar agenda

  10. Descansar

Assim,

  1. Relaxamos

  2. Baixamos a ansiedade

  3. Promovemos a respiração lenta e nasal

  4. Melhoramos a postura

  5. Mantemos a qualidade do sono

  6. Estimulamos o desenvolvimento das arcadas dentárias

  7. Permitimos a boa ventilação e funcionamento dos ouvidos, nariz e restante aparelho respiratório

  8. Aumentamos a concentração e produtividade

  9. Conseguimos bons índices de pH e iões de carga positiva como o cálcio, fósforo, potássio e magnésio

  10. Somos mais tolerantes as diferenças de temperatura e ao sol

Ainda assim, tem dúvidas, eu posso ajudar e tenho a certeza que vais conseguir. Vamos lá?

Respirem lenta e suavemente apenas pelo nariz. A boca tem de estar fechada. Nariz que respira não entope.

Se me tivessem dito…

  1. Quando passeias na rua o bebé tem a chupeta da boca?

  2. Achas normal um bebé de 1 ano passear com a chupeta na boca, é normal ou não faz mal?

  3. Achas normal um bebé de 2 anos usar chupeta sempre que está com os pais?

Remover um hábito é tanto mais fácil quanto menos a intensidade e frequência do uso.

Desenvolvimento do bebé: o uso da chupeta

O uso da chupeta deve ser controlado dependendo da idade da criança.

O uso de chupeta para adormecer pode ser utilizado sem risco agravado em bebés com mais de 1 ano de idade, se as restantes funções intra-orais estiverem estimuladas e mantidas.

Por vezes o que fazemos aos nossos filhos são hábitos que temos ou sentimos como bons. Outros há que deixamos acontecer por não compreender as repercussões.

Quando conhecemos as consequências, podemos optar e escolher o que será melhor.

Não são apenas alimentos que promovem a saúde. Os hábitos de respiração, sucção, mastigação, sono e postura condicionam o crescimento e a saúde de cada pessoa em qualquer idade.

Cada hábito tem o peso consoante a intensidade, duração, força e frequência.

Cada vez que a criança usa a chupeta no 1.º ano como sucção não nutritiva para o desenvolvimento do sistema estomatognatico (boca e face) e para restante equilíbrio dos sistemas, está a proteger-se da morte súbita, a compreender o auto-consolo, a conseguir um equilíbrio entre o adormecer e as necessidades de desenvolvimento.

Mais tarde, a criança deve ter autonomia e deve ser orientada para a restrição do uso da chupeta para não condicionar o desenvolvimento muscular e a postura da língua e da mandíbula.

Quando a utilização da chupeta é diária, a posição da língua fica baixa e roda a mandíbula. A boca fica aberta e a língua deixa de produzir a compressão adequada no palato.

Os mecanismos de compensação adaptam a respiração e a criança começa a respirar também pela boca.

A função determina a forma.

Os músculos promovem o crescimento dos ossos, cada vez que há estiramento, a direção das forças musculares promove o crescimento e o remodelaremos ósseo muitas vezes de forma inadequada.

Ao crescer na direção errada ou na velocidade desequilibrada, vai ocorrer uma oclosupatia. As arcadas dentárias não terão os contactos corretos, os dentes não terão o eixo correto e o peso da cabeça no pescoço estará em desequilíbrio e fatalmente gera a instalação de uma série de anomalias.

O maxilar não cresce adequadamente, compromete a mastigação, a deglutição e a respiração. O desenvolvimento do maxilar estando condicionado vai condicionar os ouvidos, o nariz, a respiração, os olhos, o peso da cabeça na coluna e as restantes forças musculares terão de compensar. Nesta altura conseguimos compreender a rotação do pé e/ou do joelho e o comprometimento da marcha, da força para segurar a cabeça, o equilíbrio será o factor chave.

É importante pedir ajuda assim que for detetado o problema para ser logo resolvido, antes de agravar.

A resolução espontânea não existe e cada vez que o processo segue o caminho errado, devemos reeducar. Interromper o caminho errado deve ser imediato.

Se não deixas o teu bebé cair porque vais deixar que cresça com dificuldades?

Ainda nestes dias ouvimos a frase se a Mãe é assim, o bebé também vai ser.

Se a Mãe não teve ninguém para guiar o seu crescimento adequado, vai impedir o seu filho também?

Se o pai ressona, o seu filho não tem, não pode e não deve ressonar.

Se tiveram que extrair dentes, não vais querer que a tua criança passe por esses processos também.

Está nas nossas mãos, melhorar o desenvolvimento das nossas crianças e permitir que sejam saudáveis, sem ronco, sem sinusite, sem rinite e sem falta de espaço para todos os dentes e língua.

Vamos lá! Respirar bem, sempre e só pelo nariz. Manter os lábios selados para dormir e descansar.

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