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Mães, porque?

Cada vez mais procuramos a causa para tudo e nem sempre a causa se vê, está perto ou se conhece. Porém, é certo e sabido que a causa nunca é única, uns falam de genética, outros de factores ambientais e muitos referem parafunções ou traumas. Dentes tortos, respiração alterada, doenças e postura são sem dúvida o resultado de vários acontecimentos, em simultâneo ou não, que perpetuados no tempo e por vezes, de forma suave, acontecem e levam a respostas fisiológicas para o equilíbrio funcional. Quantas vezes as Mães se perguntam “o que fiz mal?”, ou “o que deveria ter feito diferente?”.

O que fez mal? NADA! Porque sem dúvida fez o melhor que sabia e podia.

O que poderia ter feito diferente? NADA.

O que pode fazer agora e depois? Tudo o que for necessário para restabelecer a função e o equilíbrio sem compensações.

Cuidados das mães com os seus bebés

A consulta mais importante para a prevenção é a consulta pré-natal, ela deve ser feita no 3.º trimestre e prepara a mãe e a família para a chegada do bebé, é nesta consulta informativa e formativa que se condiciona hábitos e mitos.

A saúde oral da grávida é importante e interfere no parto e na saúde oral do bebé, contudo os hábitos que o bebé terá serão educados e promovidos desde o nascimento, além da higiene promovemos a respiração, a postura diária e as refeições.

E passamos da prevenção nobre para a prevenção primária. No 1.º ano de vida o bebé terá uma cascata de acontecimentos como a introdução de todos os hábitos de vida: sono, vigília, refeições, higiene… A alimentação do bebé, modula o desenvolvimento maxilar e a respiração, todos os cuidados são fundamentais. Há hábitos que promovem o bom desenvolvimento outros não, seja alimentação adaptada ou amamentação há cuidados importantes.

E nunca esquecendo que para educar uma criança é preciso uma aldeia. O conceito Família e todo o agregado deve estar em acordo para melhor gestão de métodos sem entrarem em conflito.

Parece fácil, mas não é, e quem sente o maior peso nesta sociedade são as as mães.

Este mês foi particularmente intenso com a quantidade de crianças com patologias associadas que surgiram na consulta: disfunção temporo-mandibular, síndrome de Asperger, trissomia 21, respiradores orais severos com cirurgias de repetição e outras sintomas associados (apneia, enurese noturna…) até crianças ainda sem diagnóstico concluído com alterações severas. Mães a procurar ajuda, são sim, mães guerreiras e fortes. Parecem enfraquecer, estão sem duvida exaustas e com filhos incríveis. Parabéns!!!!

Desenvolvimento infantil

Vamos agora desenvolver, equilibrar e pôr em função estas caras lindas.

O desenvolvimento do maxilar não depende só da genética, depende dos hábitos principalmente, não é só a chupeta, o biberão, o dedo ou um factor, são sempre múltiplos e continuados para que o corpo inicie a compensação. Não é o dente que nasce grande porque o maxilar é pequeno, é o maxilar que não cresceu o suficiente para o dente definitivo que já lá estava. Não é o dente que não nasce porque o de leite não cai, é o dente de leite que não vai porque o maxilar é o dente definitivo não estão a dar o estímulo correto para que o dente de leite abane e caia.

E quais os motivos? Aos 4 anos sabemos que a mastigação tem de ser estimulante, já que a respiração nasal e a deglutição tem de evoluir, daí o mito de largar a chupeta aos 3 anos. Pode largar e no entanto se não promovermos hábitos saudáveis os maxilares continuam sem se desenvolverem e a língua irá interpor-se. A fisiologia é complexa e a sociedade em que estamos inseridos também. Os estímulos funcionais que devemos ensinar e manter são importantes em todas as idades.

A mastigação e os índices cognitivos

Diversos estudos são imperativos na relação da mastigação com os índices cognitivos, há estudos feitos com crianças, adolescentes (aumentam 30% da nota de matemática se mastigarem bem) e com pacientes neurológicos. Também existem estudos das doenças respiratórias e procurando bem nos artigos científicos percebemos que ninguém estuda a saúde. Os estudos científicos estudam as doenças e por isso a relação da respiração nasal com a saúde não está cientificamente provada, o que não deixa de ser um erro grande justificado a meu ver pela indústria. Todos temos um nariz e economicamente falando sai mais barato respirar pelo nariz que tomar fármacos.

Observar a cascata de fármacos que levam ao aumento do consumo de outros fármacos é notório, mas são fundamentais no controle de doenças. Ainda assim penso que se soubermos o que comemos e como respiramos, mais fácil será atingir a saúde e afastarmo-nos de doenças.

Mães, hora de praticar!

A saúde começa em casa, com pequenos hábitos diários, podemos passar dias sem comer mas não passamos 1 hora sem respirar. Como o hábito do exercício físico para respirar melhor devemos ter força de vontade, visualizar o objectivo é compreender a necessidade de mudança, para ensinarmos a respirar nós temos de respirar bem.

Vamos lá:

Respira lenta e suavemente apenas pelo nariz e com a boca fechada inspira 5 segundos pelo nariz.

Expira 5 segundos pelo nariz e suspende 5 segundos a respiração.

Retoma o ciclo suavemente e sempre de forma confortável.

Diz-me como te sentes?

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